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Distrito da Guarda

Monumentos e locais a visitar

 

AGUIAR DA BEIRA

Igreja Matriz de Aguiar da Beira / Igreja de Santo Eusébio

Esta igreja, construída provavelmente no Século XVIII, sofreu sucessivas remodelações ao longo dos séculos, sobretudo no interior, como se pode ver pela diversidade de estilos de decoração. No interior destaca-se a cobertura da nave com pintura neoclássica, a capela-mor, com 32 caixotões de temática hagiográfica e ainda o retábulo-mor de talha policromada e dourada do estilo barroco joanino. Já os retábulos colaterais em ângulo, também em talha policromada e dourada são do estilo rococó.

Capela de Nossa Senhora do Castelo

Ou de Nossa Senhora do Leite, edifício medieval, de fundações românicas (século XIII?)Esta capela também é conhecida como Ermida de Nossa Senhora do Leite. No altar está a imagem de Nª. Srª. do Leite, a amamentar o filho. Altar muito trabalhado e dourado.

Caldas de Cavaca

Há cerca de duas décadas que as Caldas da Cavaca se encontravam encerradas. Desde então que se procurava uma solução para a sua abertura, tendo em conta as propriedades únicas das suas águas, procuradas por termalistas de Norte a Sul do País. Para além de serem indicadas para o tratamento de doenças de pele, do foro respiratório e músculo-esquelético, o grande destaque vai para o tratamento de doenças do aparelho digestivo, o menos comum em outras estâncias termais. Trata-se de uma água fracamente mineralizada, com reacção alcalina e macia. Tem como características mais salientes o facto de se tratar de uma água sulfúrea e flouoretada. Surge à superfície a uma temperatura de 29 graus centígrados. Após vários anos de tentativas para reactivas este espaço, a Autarquia avançou para a constituição de uma parceria publico-privada de onde nasce a empresa ABTT – Aguiar da Beira Termas e Turismo EEM, que assume agora a missão de gestão do balneário com as mais modernos equipamentos, não só para dar resposta aos tratamentos mas também para sessões de anti-stress e bem-estar. Destacamos, a título de exemplo a piscina termal e as várias salas para banhos vichy.

Santuário de Nossa Senhora dos Verdes

Situado a 1,5 Km de Forninhos, este é um templo seiscentista com interior decorado a talha dourada e pintura vernacular, denotando alguma influência barroca.

Capela do Senhor do Castelinho

Nesta capela, datada do século XVIII, destaca-se a abóbada e o alpendre. No interior encontra-se uma imagem do Senhor esculpida na própria pedra.

Miradouro do Cabeço do Gato

Este miradouro, sito no cimo de uma rocha, oferece uma vista magnífica sobre Aguiar da Beira e a Serra da Estrela

ALMEIDA

Castelo de Castelo Mendo

Ocupa um cabeço situado a 762 m de altitude, sobranceiro ao ribeiro de Cadelos e ao rio Côa. Integra dois núcleos urbanos, destacando-se o recinto do castelo na zona mais elevada. A provável edificação do castelo ocorreu em fins do séc. XII, no reinado de D. Sancho I. Em 1229, recebe carta de foral por D. Sancho II onde é mencionado o castelo e o alcaide Mendo Mendes. Daqui decorre a edificação do primeiro recinto muralhado. A Segunda cintura muralhada, bem como a Torre de Menagem advêm de D. Dinis, em 1281. Em 1297, com a assinatura do Tratado de Alcañices, a fronteira afasta-se de Castelo Mendo. É um castelo românico e gótico cujas cinturas são de traçado ovalado e irregular e com demarcação da cidadela no primeiro recinto defensivo. A Torre de Menagem é de planta rectangular. Com a reforma liberal, extingue-se o concelho e inicia-se um processo de degradação progressiva

Praça-forte de Almeida

Localizada na vila, Freguesia e Concelho de mesmo nome. A par com a Praça-forte de Valença e com a Praça-forte de Elvas, esta é considerada como a mais monumental das praças do país. Confrontava-se com o Real Fuerte de la Concepción, no lado oposto da fronteira.

Quartel das Esquadras

Único do género no País, foi mandado construir pelo reformador do Exército Português, Conde de Lippe, no período da Guerra da Sucessão (1762 - 1769). Constituído por dois pavimentos - rés-do-chão e primeiro andar - é elegante, imponente e tem 120 metros de comprimento.

Casamatas

Constituídas por galerias subterrâneas em forma de túnel, de comprimento variável e com largura de sete metros. As poternas das dez Casamatas dão para um pátio interior que comunica com a Praça por um corredor com tecto lajeado. As Casamatas celebrizam-se por terem servido de cadeia na época das Lutas Liberais e de refiígio da população durante os cercos que a Praça sofreu na Guerra da Sucessão, também designada por Guerra dos Sete Anos, e ainda durante a 380 Invasão Francesa em 1810

Igreja Matriz de Malhada Sorda

Arquitectura religiosa do século XVI, rodeada por uma necrópole composta por nave, capela-mor e torre sineira. No interior podem ser apreciados murais, atrás do altar, embora o seu estado de conservação seja diariamente afectado pela humidade. O orago é São Miguel, mas os habitantes desta região são devotos, particularmente, de Nossa Senhora da Ajuda

CELORICO DA BEIRA

Castelo de Linhares da Beira

Situado num cabeço rochoso num contraforte a noroeste da serra da Estrela, domina o vale do rio Mondego. O seu passado mergulha nas lendas, sendo considerado uma das fortificações medievais mais importantes da Beira Alta Interior

Castelo de Celorico da Beira

Erguido num cabeço granítico, no sopé da serra da Estrela, em posição dominante sobre a vila e o rio Mondego, do alto de seus muros avistam-se os vizinhos Castelo de Linhares (a sudoeste), Castelo da Guarda (a sudeste), Castelo de Trancoso (a norte), o Parque Natural da Serra da Estrela (a sul) e o rio Côa (a leste).

FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

Castelo de Castelo Rodrigo

Localizado na vila e freguesia de mesmo nome, em posição dominante sobre a ribeira de Aguiar, ao sul da planície de Ribacôa, constituía-se em local de passagem para os peregrinos que, da Beira Baixa, se dirigiam a Santiago de Compostela pelo caminho que, na Idade Média, ia da Guarda a Barca d’Alva. Eles encontravam abrigo no vizinho Convento de Santa Maria de Aguiar. Atualmente os muros do castelo envolvem a povoação, integrante do Programa Aldeias Históricas

Muralhas do Castelo e Palácio de Cristóvão de Moura

Dom Dinis ordenou a construção destas muralhas e do castelo, constituído por muralhas ameadas, torreões, uma grande torre de menagem, fossos e barbacã. Em 1580, durante as ocupações filipinas, o castelo sofreu bastantes danificações. Conservam-se treze torreões e três portas, sendo uma delas a Porta da Traição. Destaque para os cubelos, as ruínas do Paço de Cristóvão de Moura e a malha urbana no interior da cerca Foi residência oficial de Cristóvão de Moura (séc. XVI / XVII) que auferiu de grandes privilégios por parte de Filipe II de Espanha, I de Portugal, pelo seu apoio na crise dinástica. Castelo Rodrigo torna-se cabeça de condado com título atribuído a este nobre. Recuperada a independência nacional este palácio foi incendiado pela população jazendo hoje em dia em avançado estado de ruína.

Igreja Matriz de Castelo Rodrigo / Igreja de Nossa Senhora do Rocamador

A igreja primitiva, de estilo românico, foi fundada no século XIII, sendo depois alvo de modificações no século XVII e XVIII. A modificação mais relevante foi no tecto, tendo este sido coberto por caixotões com figuras de santos pintadas. A classificação de Imóvel de Interesse Público engloba apenas os tectos.

Convento de Santa Maria de Aguiar

Situado em Castelo Rodrigo, o complexo constítuido pela Igreja e Convento de Santa Maria de Aguiar terá sido edificado no Século XII pelos beneditinos transitando, posteriormente para a Ordem de Cister. De notar, que embora seja conhecido como "convento", era na verdade um mosteiro, pois a regra vigente era do tipo monacal (exercida por monges), ou seja, vivendo e trabalhando em locais afastados dos povoados. Predominam os estilos romântico e gótico. A igreja, cisterciense, tem planta em cruz latina, três naves e transepto saliente, cabeceira escalonada e duas absidíolas de planta rectangular

Serra da Marofa

A Serra da Marofa é percorrida pelo rio Côa, tendo como principal cidade e concelho a visitar Pinhel, tal como a vila e sede do concelho de mesmo nome, Figueira de Castelo Rodrigo e a aldeia histórica de Castelo Rodrigo. A zona é caracterizada pela existência de uma grande biodiversidade, de onde se destacam, na fauna, o falcão, a lebre/coelho e a perdiz, e na flora, a amendoeira, a oliveira e o pinheiro. A nível patrimonial, destacam-se, os Castelos de Pinhel e de Castelo Rodrigo, para além do Pelourinho de Pinhel. Porém, existem dezenas de locais históricos de grande valor patrimonial no concelho de Pinhel e de Figueira de Castelo Rodrigo. Como local obrigatório na visita à Serra da Marofa é o miradouro no alto de um dos pontos da serra, perto de Castelo Rodrigo, onde se localiza uma réplica do Cristo-Rei e onde se obtém uma panorâmica fantástica da zona da Beira Alta.

Chafariz dos Pretos

Chafariz de planta circular, no centro do qual se ergue um corpo hexagonal, rematado em pirâmide. No corpo central existem quatro cabeças de criança a servirem de bicas

Torre Solar dos Metelos

Desconhece-se a data em que a mesma foi construída, podendo ter as suas origens no Sec. XIV ou XV; há quem admita que possa ser o resto de uma qualquer fortificação, já que a Torre tem características marcadamente defensivas (a existência de "mata-cães", ou seja, buracos no chão dos varandins destinados a através deles serem despejados líquidos quentes - água ou azeite - com vista a impedir a escalada). Numa das fachadas tem a pedra de armas dos Metellos. A casa é posterior e admite-se que possa remontar ao Sec. XVI. O brasão tem as armas dos Metellos Pachecos, mas já é do Sec. XIX. Os Metellos radicaram-se na Freixeda do Torrão no Sec. XVII, sendo o Solar a sede do Morgadio da Freixeda do Torrão. No final do Sec. XVIII os Metellos, na altura já Metello de Nápoles,mudaram-se para Pinhel, para a casa com o seu nome, de que ainda hoje são proprietários. O Morgadio da Freixeda do Torrão foi extinto na 2&ª metade do Sec. XIX (na altura em que foram extintos os últimos grandes Morgadios), tendo as propriedades sido distribuídas pelos filhos do último Morgado, um dos quais o Visconde de Nápoles e Lemos, cujos filhos vieram posteriormente a vender a casa. Foi nessa altura que o passadiço entre a casa e a Torre foi destruído. O Visconde de Nápoles e Lemos pouco viveu na casa, uma vez que se dedicou à construção de um palacete em Escalhão (hoje propriedade da família Guerra Maio), tendo passado os últimos anos da sua vida em Pinhel, numa casa que aí adquiriu

FORNOS DE ALGODRES

Anta de Cortiçô (também Orca de Cortiçô ou Dólmen da Casa da Orca)

É um monumento megalítico situado na freguesia de Cortiçô.Estima-se que a sua construção remonte a 2900 - 2640 a.C.. A câmara, de planta poligonal, tem dimensões aproximadas de 2.5 metros de diâmetro por três metros de altura e é composta por 8 esteios inclinados para o interior, dois dos quais se encontram tombados. A entrada principal, voltada para este, é precedida por um corredor curto e apresenta ainda parte da mamoa.

Fraga da Pena-Queiriz

Povoado pré-histórico datado da Idade do Bronze, onde é visível uma extensa estrutura defensiva semicircular. No interior, foram encontrados objectos em cerâmica, pontas de flecha, colares, machados de pedra, etc. Encontra-se a cerca de 750 metros de altitude

GOUVEIA

Convento de S. Francisco

À saída de Gouveia, no meio de campos e rodeado de pequenos bosques, fica o Convento de S. Francisco (ou do Espírito Santo). Trata-se de um interessante imóvel privado que desperta a atenção do visitante pelo seu carácter místico. Embora não seja possível precisar a data da sua fundação, é de crer que esta tenha tido lugar no século XII. A actual estrutura remonta ao século XVIII. Sabe-se que em 1752 foram ali levadas a cabo importantes obras de restauro. Hoje, pode admirar-se a torre sineira, a frontaria da igreja com nicho e a imagem de S. Francisco, bem como a grandiosa e inesperada ala poente

Praça de S. Pedro

Situada no coração da cidade, podem admirar-se aqui alguns testemunhos importantes da riqueza do seu património, como a Igreja de S. Pedro, a Igreja da Misericórdia, o Solar dos Serpa Pimentel e a Fonte de S. Lázaro, datada, segundo a sua própria cronologia, de 1779. A Igreja de S. Pedro é a matriz. Trata-se de uma imponente construção datada do século XVII que impressiona, no exterior, pela sua traça arquitectónica e no interior, pela beleza da talha dourada que ostenta. A Igreja da Misericórdia data do século XVIII e sobressai pelo barroquismo das suas linhas sinuosas e pela sábia aplicação dos azulejos que lhe cobrem a fachada. O Solar dos Serpa Pimentel é um edifício setecentista, mandado erigir por José Freire Pimentel mesquita e Vasconcelos, com capela provada dedicada à invocação de Santa Eufémia. Destacam-se as suas marcas barrocas e o brasão esquartelado e trabalhado em granito, na janela central da fachada principal. Após as obras de restauro nos anos 90 do século XX, foi aqui instalada a Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, um espaço lúdico e cultural concebido de acordo com as modernas orientação de princípios da leitura pública. Natural do concelho de Gouveia (freguesia de Melo), Vergílio Ferreira notabilizou-se como romancista e ensaísta. Da sua obra destacam-se trabalhos mundialmente famosos como Manhã Submersa.

Castelo de Folgosinho

Localiza-se na vila e freguesia de Folgosinho,. Na vertente Norte da serra da Estrela, o castelo é o ex-libris da povoação, cuja fundação é atribuída ao lendário Viriato, que aqui teria nascido. Juntamente com o de Linhares e com o de Celorico, o de Folgosinho compunha um triângulo defensivo do vale do rio Mondego.

Igreja de São Pedro - Igreja Matriz de Gouveia

A Igreja de S. Pedro é a matriz de Gouveia. Trata-se de uma imponente construção datada do século XVII que impressiona, no exterior, pela sua traça arquitectónica e no interior, pela beleza da talha dourada que ostenta.

Mondeguinho-Serra da Estrela

Nascente do rio Mondego. A 1425 metros nasce aquele que é o maior rio Português, com 227 quilómetros de comprimento. Aqui começa a longa jornada até à Figueira da Foz

Antigo Solar dos Serpa Pimentel / Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira

Solar barroco de planta rectangular simples, com dois pisos e cobertura homogénea em telhado de quatro águas. Foi construído entre 1782 e 1785 e mais tarde adaptado a Biblioteca, sendo esta inaugurada em 1995

Igreja Matriz de Vinhó

O Convento da Madre de Deus de Vinhó foi fundado em 1567 por Francisco de Sousa e sua mulher, D. Antónia de Teive, no espaço da quinta que o fidalgo possuía naquela localidade. O cenóbio foi entregue a uma comunidade de freiras clarissas, e as obras de edificação seriam concluídas em 1573. Do conjunto conventual subsiste a igreja, actualmente sede da paróquia de Vinhó. O templo, disposto longitudinalmente, é composto pelos volumes da nave e da capela-mor, aos quais se adoçam a torre sineira, do lado do Evangelho, junto à fachada principal, e uma capela lateral e a sacristia, do lado oposto.

Monte do Calvário

No Monte do Calvário, anteriormente chamado “Monte Ajax”, foi mandada construir pelos padres Jesuítas do Colégio de Gouveia, uma capela que, embora modesta, guarda, para os gouveenses, o maior e mais profundo significado: dali os vigia e protege o seu padroeiro – o Senhor do Calvário

GUARDA

Igreja da Misericórdia

Erguida sobre os escombros da antiga catedral em espampanância joanina, frontão e torres sineiras na elegância dos adornos e cantaria. Interior de uma só nave com talha barroca e corro assente em bem lançado arco esbatido de suporte. Presume-se ter havido uma anterior construçaõ maneirista reformada um século depois, pois encontrou-se o túmulo de um fundador, Simão Antunes de Pina, datado de 1611. Uma das «peças» barrocas, na sua variante joanina, mais equilibrada e que constitui, pela sobriedade, furtar-se à inquietação ou ao peso decorativo das fachadas, é a Igreja da Misericórdia. A pureza, a elegância e a harmonia das proporções desta fachada são as suas principais características. A construção da fachada joanina, deste templo, deu origem a algumas réplicas modestas na região, a mais importante das quais é, sem dúvida, a paroquial de Videmonte. Adorna a fachada da Misericórdia um frontão com arquitrave, friso e cornija, encimado por um cruzeiro. O frontão é ladeado por duas torres sineiras, rematadas por cúpulas piramidais, sobrepostas, de base quadrangular, sobre as quais assentam duas cruzes-catavento em ferro.

Sé Catedral da Guarda

É o teu símbolo de nobreza e religiosidade, trigueiro monumento à própria pedra que o constrói, empresa levada a cabo só por voluntariedade de granito, a qualidade mais serrana que vinculas aos teus filhos. Símbolo da tua própria fortaleza e temeridamente, bem te lembras que foi por voto de D. Fernando que se ergeu, quando mandou demolir a Catedral de D. Sancho II por ser fora da muralha e representar para ti permanentemente ameaça. Mas a desventurada guerra com Castela não permitiu ao Formoso cumprir a promessa e foi D. João I quem logo depois do começo do Mosteiro da Batalha, lhe deu fundamento

Torre de Menagem

O Castelo, que se ergue ainda altivo como um padrão famoso das lutas do passado, era muito defensável, porque além de ser cercado pelos muros da cidade, tinha um reduto sobre escarpa de rochedos que o tornava inacessível. É edifício quadrado, embora a parede do lado poente não seja rigorosamente recta, coroado de ameias, sem abóbodas e com uma pequena porta a meia altura da parede norte, provavelmente para comunicação com a muralha deste lado e outra porta, também pequena, na parede nordeste ao rés do chão. Deste reduto apenas se conservam hoje alguns vestígios.

Capela do Mileu

A capela do Mileu presume-se que foi construída no século XI, vindo sofrer alterações e restauros desde então. A planta não é a primitiva. Se as colunas e capiteis em que assenta o arco triunfal da capela-mór se podem datar do século XI, o mesmo não podemos dizer do arco, que é tardio, considerando-o do período de transição do romântico para o gótico, no século XIII. A rocácea da fachada principal, bem como a rosácea da empena do arco triunfal, parecem-nos, também dos princípios do século XIII, mostrando os alvores da arte gótica que se avizinha. No século XIII devia ter sofrido a capela um restauro. Não encontrámos documentos referentes a qualquer doação para obras, durante o século XIII, nesta capela. Sabemos contudo, que nos fins do século XIII houve ali duas emparedadas e uma albergaria.

Portas da Cidade

A Torre dos Ferreiros é do séc. XIII, pelo tipo das portas, e deve ser pouco anterior ao reinado de D. Dinis, senão coeva. A designação de Torre de Ferreiros deve provir da actual rua da Torre haver sido a rua dos Ferreiros. A Torre dos Ferreiros é parcelarmente ameiada. Uma das características da fortaleza da Guarda é a falta de ameias a coroar o muro. Esta falta de ameias mostra-nos a técnica usada na fortificação por D. Sancho I e seus descendentes até D. Dinis, em que se retoma o recorte das ameias já anteriormente usado nas construções dos templários, no tempo de D. Teresa e de D. Afonso Henriques. A Torre dos Ferreiros era um dos baluartes mais importantes da cidade. Dentro da Torre há três portas, que, quando fechadas, a tornavam inexpugnável. Em frente do nicho do Senhor dos Aflitos existe a porta do meio, que é das únicas que fechavam por guilhotina em Portugal. Está bem visível o vão por onde descia a porta, que devia ser de ferro. Quase todas as cantarias desta torre são sigladas.

MANTEIGAS

Poço do Inferno

Este local é, de há longa data, um dos ex-libris da Serra da Estrela. A cascata, com cerca de 10 metros, deve-se à variação da litologia dos locais atravessados pela Ribeira de Leandres. O curso de água, que corre em rochas graníticas, encontra uma barreira natural resistente de rochas endurecidas, pelo metamorfismo de contacto, despenhando-se após o seu atravessamento. Na linha de água, junto à cascata, é visível o contacto do granito porfiróide com uma rocha negra muito dura e de aspecto compacto designada por comeana. Esta rocha forma-se por recristalização dos minerais de xistos e grauvaques, por acção do calor proveniente dos magmas graníticos que neles se instalaram há 300 milhões de anos. A transformação das rochas por este processo tem o nome de metamorfismo de contacto. A sua maior resistência à erosão origina relevos de aspecto agreste, com picos escarpados, bem visíveis do miradouro da curva da estrada, logo a seguir à cascata

Estância Termal - Caldas de Manteigas

A cerca de três quilómetros da Vila de Manteigas, encontra-se uma importante Estância Termal - Caldas de Manteigas. Com águas sulfurosas, indicadas no tratamento de várias doenças como o reumatismo, dermatoses, vias respiratórias e doenças musco - esqueléticas, o Balneário Termal está equipado com piscina, ginásio de recuperação e sauna. As Termas são alimentadas por duas nascentes, com destaque para a chamada "Fonte Santa" cujas águas brotam a uma temperatura de 42 graus

Castelo de Folgosinho

Encimando a bonita vila de Folgosinho, na vertente Norte da Serra da Estrela, o Castelo de Folgosinho compunha um triângulo defensivo no vale do rio Mondego, juntamente com o de Linhares e o de Celorico da Beira. As origens do Castelo são difusas, dizendo o saber popular que s sua fundação terá sido atribuída ao guerreiro Viriato, que aqui terá nascido, enquanto que outros estudos arqueológicos apontam para uma fundação medieval, na continuação do povoamento da região. Não obstante, sabe-se que a primitiva ocupação humana dos sítios do castelo e da povoação remonta a dois castros pré-romanos. O Castelo é um diminuto recinto circular, situado a cerca de 933 metros acima do nível do mar, construído com pedra de quartzo branco-rosado, conferindo-lhe uma beleza única. A porta principal está voltada a Ocidente e, do lado oposto, ergue-se a torre de menagem, que tem sobrevivido ao passar dos tempos. O Castelo foi classificado como Imóvel de interesse Público a 25 de Março de 1936, e é hoje a maior atracção da bonita vila de Folgosinho.

MÊDA

Igreja Matriz de Mêda / Igreja de São Bento

Igreja matriz barroca composta por uma planta longitudinal com três naves, uma capela-mor mais estreita e baixa e uma sacristia adossada. No interior, destacam-se retábulos de talha dourada maneirista, barroca nacional e rococó. Foi construída no século XVI e remodelada no século XVIII.

Castelo de Meda

O castelo apresenta planta no formato quadrangular, em alvenaria de granito, abundante na região. A muralha envolve a praça de armas, onde se ergue, ao centro, a Torre de Menagem, de planta também quadrangular, encimada por ameias. Na muralha rasga-se o portão, em arco de volta perfeita.

Castelo de Marialva

O Castelo de Marialva, na Beira Alta, localiza-se na vila de Marialva, Freguesia e Concelho de Mêda,. No topo de um penedo granítico, em posição dominante sobre a vila e a planície cortada pela antiga estrada romana, encontra-se estrategicamente colocado na região fronteiriça do rio Côa (Ribacôa). Verdadeiro complexo medieval, suas raízes mergulham no passado histórico de Portugal, ligando-se ao trágico destino dos Távoras.

Castelo de Longroiva

A região de Longroiva é ocupada desde a pré-história, nela se fixaram, romanos, visigodos e os árabes, a quem o rei de Leão, Fernando Magno, reconquistou a região. Integrado no território do Condado Portucalense, é já depois da independência portuguesa, entregue à Ordem do Templo, por D. Afonso Henriques, por volta de 1145. No reinado de D. Dinis, com a extinção da ordem do templo, Longroiva é entregue à Ordem de Cristo, posse que se manteve pelo menos até meados do século XVI. No século XIX, a culminar a degradação que se foi apossando desta fortificação, face ao seu abandono, o castelo passou a servir como fornecimento de pedra para construção e o interior do castelo foi transformado em cemitério. O que resta do castelo, está classificado como Monumento Nacional, os trabalhos de conservação permitiram que ainda subsistam partes das muralhas e a Torre de Menagem que terá sido uma das primeiras a ser edificada em Portugal.

Fonte da Concelha-Longroiva

Fonte rústica, provavelmente construída no século XVI, composta por uma planta rectangular com cobertura em forma de tronco de pirâmide, encimada por uma esfera armilar. Na fachada, sobre o arco, encontram-se esculpidos um busto e as armas nacionais

Castelo de Ranhados

A construção do castelo de Ranhados é atribuída a D. Dinis, todavia não há certezas, podendo ser de origem muito posterior, mas a ocupação humana desta região, que é anterior à romanização da península, aponta para a possibilidade de existirem estruturas de defesa que os primeiros reis portugueses podem ter reforçado. Sem grande história conhecida, este castelo foi muito cedo abandonado e já o rei D. Manuel I, em 1512, tentou a repovoação da região com atribuição de foral à vila, mas este destino não se alterou, acabando por o recinto do castelo ser convertido no cemitério da vila. Classificado como Imóvel de Interesse Público, não teve, apesar disso, grandes benefícios, já que as obras nas muralhas tiveram em vista proteger o cemitério e não respeitaram as antigas estruturas.

Ponte Romana de Longroiva

A Ponte Romana de Longroiva situa-se no lugar da Coitada, pertencente à pitoresca freguesia de Longroiva, no concelho de Mêda, sobre a Ribeira dos Piscos, bonito afluente do rio Côa. Possivelmente esta Ponte faria parte de uma via Romana entre S. João da Pesqueira e Marialva (a Romana Civitas Aravorum). A estrutura em alvenaria de pedra é constituída por um só arco e um tabuleiro com cerca de 20 metros de extensão, com pavimento em lajes de pedra. Pensa-se que o tabuleiro da ponte terá sido alargado posteriormente, e que o assoreamento do ribeiro terá coberto o arranque dos arcos, alterando a imagem e configuração desta ponte, hoje em dia apenas para acesso pedonal

PINHEL

Igreja da Misericórdia de Pinhel

Situa-se no Largo D. Cristóvão de Almeida Soares, na cidade de Pinhel. Esta Igreja é contígua à Igreja de São Luís. Terá sido construída no século XVI, já que a data de 1537 encontra-se gravada no altar da capela lateral. Na mesma altura é fundada a Santa Casa da Misericórdia de Pinhel. A Igreja, de arquitectura religiosa manuelina, é constituída por uma nave única com tribunas laterais simétricas e capela-mor, e um janelão setecentista na fachada. Nas invasões francesas a Portugal, em 1810, as tropas francesas destroem o cartório da Misericória e saqueiam a Igreja.

Castelo de Pinhel

O Castelo de Pinhel, foi edificado no inicio da nacionalidade portuguesa, mas há dúvidas, quanto a ter sido iniciado no reinado de D. Afonso Henriques, ou no do seu sucessor, D. Sancho I. No local da sua construção acredita-se ter existido uma fortificação da época romana. No reinado de D. Dinis, por volta de 1280, o castelo foi ampliado com uma cerca a envolver a vila e passou também a ter seis torres. No contexto da Guerra da Restauração, depois de 1640, foi também melhorada a sua capacidade defensiva. A actividade militar deste castelo esteve relacionada com a crise de 1383, chegando a ser tomado pelas tropas castelhanas, que acabaram por ser derrotadas nas diversas batalhas travadas nessa época, uma delas bem perto de Pinhel, em Trancoso. Também durante as invasões francesas, o castelo foi ocupado pelas tropas napoleónicas.

Bogalhal Velho

Denominada anteriormente por Santa Maria de Porto de Vide, a aldeia medieval de Bogalhal Velho situa-se na freguesia do Bogalhal, no concelho de Pinhel. Esta aldeia abandonada situa-se num quadro paisagístico extremamente belo, encontrando-se numa colina com vista para a Ribeira das Cabras (que perto se junta com o Rio Côa) e para a Serra da Marofa. De origem medieval, só restam ruínas de um edifício que se presume ter sido uma igreja, tendo um grande valor histórico.

Pelourinho e Igreja Matriz de Alverca da Beira

A igreja matriz é um elegante templo de feição barroca, edificado em 1723. Conserva-se um documento desse ano, do qual se infere que a igreja foi edificada sobre uma outra, provavelmente a primitiva. Lê-se nele que Manuel da Cunha Camelo, abade da igreja de Alverca, e todo o povo, disseram que “compondo-se de novo as paredes da dita igreja e erigindo-se novamente os três altares que antigamente havia nela” necessitavam de licença para a benção, a qual lhes foi efectivamente concedida em 18 de Outubro de 1723.

Igreja Matriz de Lameiras

Edificada no final do século XVI. Referida em 1758 nas Memórias Paroquiais assinadas pelo Pároco Francisco Coelho, como sendo do bispado de Viseu, comenda da Casa de Francisco de Melo Vacas. Situa-se no centro da povoação

Castelo de Sabugal

O Castelo do Sabugal, adquiriu uma dimensão mais significativa no reinado de D. Dinis, reinado em que também passou a integrar definitivamente o território português, após a sua conquista ao reino de Leão e ter sido assegurada a sua pertença a Portugal, pelo tratado de Alcanices. Todavia no local do castelo já devia existir uma fortificação desde a época dos romanos, depois dominada pelos árabes e que no contexto da reconquista cristã da Península Ibérica, terá sido conquistada por D. Afonso Henriques e depois perdida para o rei de Leão. Após a sua inclusão no território português em 1297, D. Dinis manda ampliar as suas defesas, nomeadamente reforçando as muralhas e erguendo novas torres, entre elas a Torre de Menagem. Ao longo dos séculos foram sendo feitas outras obras, por exemplo, em 1515, no reinado de D. Manuel I, e também foi modernizado durante a Guerra da Restauração da Independência depois de 1640, servindo mais tarde como aquartelamento de tropas, durante as invasões francesas. Com a perda de importância militar destas fortificações, o Castelo do Sabugal teve a sorte de outros monumentos, com a utilização da pedra das suas muralhas para construção de habitações e a utilização do espaço interior como cemitério. Em meados do século XX, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, deu início à sua recuperação, com campanhas de trabalhos que se prolongaram até ao final do século.

Castelo de Sortelha-Sabugal

O castelo de Sortelha, não pode ser dissociado do conjunto histórico que forma com a aldeia do mesmo nome, uma vez que para além do castelo e das muralhas que envolvem a povoação, o pelourinho, a Igreja Matriz, a Capela de São Sebastião, o Antigo Hospital da Misericórdia, a Fonte de Mergulho e a Fonte da Azenha, são um todo nesta aldeia histórica. Este local foi habitado desde a pré-história, ocupado por romanos, visigodos, muçulmanos e finalmente, com a Reconquista Cristã da Península Ibérica, passou para a coroa portuguesa, aparecendo as primeiras referências seguras a Sortelha, em 1187, no reinado de D. Sancho I. O castelo medieval terá sido construído em 1228, já com D. Sancho II, que também concedeu foral à vila, as muralhas de protecção da povoação, terão sido erguidas no reinado de D. Dinis e mais tarde melhoradas por D. Fernando. Por volta de 1500, o rei D. Manuel I, também fez obras no castelo, de que ainda hoje são testemunho as suas armas, colocadas na entrada. A Guerra da Restauração da Independência, depois de 1640, ditou mais uma vez alterações nesta fortaleza, para a sua adaptação ao uso de artilharia. Ao longo dos séculos este castelo, muito pela sua colocação estratégica perto da fronteira, sofreu com as lutas com Castela e não escapou também às invasões francesas. Classificado como Monumento Nacional, já teve obras de conservação e restauro. Mantendo a traça gótica e manuelina, este castelo é como uma sentinela sentada nos rochedos, vigiando a paisagem, para lá das muralhas que protegem a povoação.

Castelo de Vila do Touro-Sabugal

Vila do Touro é um local de ocupação humana desde a pré-história, a origem desta fortificação não é conhecida, mas já existiria, no século XII, quando esta região passou para a posse portuguesa. O castelo pertenceu à Ordem do Templo, até à extinção da ordem, em 1319, o que também terá evitado que melhoria das defesas da fortaleza fosse terminada, e ao longo dos séculos arruinou-se por completo. O que resta desde castelo, essencialmente uma porta em arco gótico e alguns vestígios de troços das muralhas, não está classificado a nível patrimonial.

Ruínas do Castelo de Alfaiates-Sabugal

O Castelo de Alfaiates, parece ter a sua origem em fins do século XII, depois da tomada desta região aos mouros, por Afonso X, de Leão e terá sido reedificado por D. Dinis, no século seguinte. Em Alfaiates terá decorrido em 1328, o casamento da princesa D. Maria de Portugal, filha de D. Afonso IV, com Afonso XI de Castela. No reinado de D. Manuel I, é iniciada a construção de novas defesas, já prevendo o uso de artilharia, que não chegou a ser concluída. Na época das invasões francesas, este castelo ainda serviu de aquartelamento às tropas portuguesas e inglesas. Com a perda do interesse militar, o interior do castelo chegou a funcionar, até meados do século XX, como cemitério, as muralhas da vila foram demolidas e a pedra aproveitada para a construção do hospital. Classificado como Imóvel de Interesse Público, conserva ruínas das muralhas e de duas torres

Reserva Natural da Serra da Malcata

A Reserva Natural da Serra da Malcata situa-se na região Centro do País, entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor, onde correm diversos cursos de água, numa área com cerca de 20km2, com o ponto mais alto situado a 1075 metros de altura. A Sede desta Reserva Natural está situada em Penamacor, tendo uma Delegação no Sabugal. A Reserva está situada bem próxima da fronteira com Espanha, e teve como objectivo primário a protecção e conservação do lince ibérico, uma espécie em vias de extinção, que aqui encontra um abrigo natural, e é também o símbolo da Reserva. Muitas outras espécies de Fauna aqui coabitam, como o gato-bravo, a raposa, o javali, a fuinha, ou o afamado lobo-ibérico, ou outras espécies como a cegonha-preta, também em vias de extinção, a cobra-rateira, o cágado ou o lagarto-de-água, entre tantas outras. Em termos de Flora, esta é uma zona de matagal mediterrânico, encontrando-se azinheiros, estevas, carvalhos, freixos e salgueiros, aveleiras, cerejeiras-bravas, castanheiros e sobreiros, e mais recentemente pinheiros e eucaliptos. A paisagem é lindíssima, propícia a caminhadas e passeios, estando provida a Reserva de itinerários próprios, existindo igualmente oportunidade para actividades como BTT ou canoagem.

SEIA

Museu do Pão (Seia)

O Museu do Pão é um complexo museológico privado onde se exibem e preservam as tradições, história e arte do pão português. Em mais de 3.500m² o visitante encontra uma gama de actividades destinadas à cultura, pedagogia e lazer. Através de quatro salas expositivas e de vários outros espaços do complexo museológico, poderá conhecer os antigos saberes e sabores da terra portuguesa.

Igreja Matriz (Seia)

Estilo românico, de 1055, foi destruída pelas invasões francesas e reconstruída no séc. XIX, não sendo respeitado o antigo estilo

Parque Natural da Serra da Estrela

A Serra da Estrela é sem dúvida a maior elevação de Portugal Continental e o seu cume, denominado por Torre, situa-se em Seia. Sobejamente conhecida e procurada como estância de esqui, é no Concelho de Seia que os amantes de desportos na neve podem praticar as suas manobras. Outra das características da Serra passa pela gastronomia, pelos seus queijos tradicionais e de intenso sabor. Os cães de raça já registada, os imponentes e dóceis cães Serra da Estrela, são também uma imagem de marca da região. A crescente procura turística pelos desportos de neve, as termas, os passeios pela Serra, têm trazido ao Concelho cada vez mais visitantes. A boa oferta a nível de alojamento e restauração tem acompanhado essa mesma procura. 

Fonte

Localização: Largo da Misericórdia.
Enquadramento: Largo fronteiro dominado por chafariz de tanque curvilíneo e obelisco central (Fonte das Quatro Bicas), observando-se lateralmente o antigo Solar dos Botelhos (de fachada manuelina).

Serra da Estrela

A Serra da Estrela é um destino turístico rural de Portugal. É o destino mais importante do país e onde se pode encontrar a principal zona de esqui da zona, este encontra-se dentro do Parque Natural da Serra da Estrela e a sua altitude máxima é de 1994 metros. É um destino ideal para os amantes do turismo real e dos desportos de Inverno.

TRANCOSO

Castelo de Trancoso

O castelo ergue-se sobre um planalto na região Nordeste da Beira, vizinho à nascente do rio Távora, afluente do rio Douro, e ao Castelo de Penedono, distante cerca de cinco léguas, com o qual compartilha características comuns. Desde o século XII, época da constituição da nacionalidade portuguesa, a povoação e seu castelo adquiriram importância estratégica na raia com o Reino de Leão, a par de outras localizades como a Guarda e a Covilhã. Posteriormente constituir-se-ia em domínio da família dos Coutinho. Atualmente constitui-se em ex-libris da cidade, atraindo milhares de turistas anualmente.

Igreja de S. Pedro

Em estilo românico, foi do Padroado Real no séc. XVI. Na porta principal, entre esta e a janela da fachada, encontra-se o brasão, duas chaves cruzadas sobrepujadas por uma tiara, simbolizando S. Pedro, o orago. Na parede Sul encontra-se mausoléu mandado erigir em 1641, túmulo do sapateiro e profeta Bandarra

Capela de Santa Eufémia

Monumento setecentista, de planta hexagonal, com pontão sobrepujante no alçado principal e encimado por uma cruz. Foi construído em 1776 por um dos frades franciscanos do convento sendo as obras custeadas por esmolas colhidas entre a população

Igreja Convento de Santo António

Trata-se da igreja do desaparecido convento de frades franciscanos. A porta lateral que olha para a vila é em estilo renascentista, com colunas toscanas, caneladas e encimadas por esferas. Sobre a porta há um nicho no qual esteve a imagem de Sta. Clara. Junto da igreja encontra-se um calvário de três cruzeiros.

Capela do Sº da Calçada

À saída das portas de São João, em frente do Cruzeiro do Senhor do Loreto, Data de 1770, em barroco simples. Tem Torre sineira e cruz a encimar a fachada. Diz a tradição que ao cristo desta capela lhe crescem as barbas e os pés.

VILA NOVA DE FOZ CÔA

Igreja Matriz de Cedovim

Este templo quinhentista foi objecto de reconstrução em 1748.No seu interior possui três naves que ficam demarcadas por colunas cilíndricas de capitéis jónicos e ligados por arcos rebaixados. Possui um tecto de madeira todo muito bem trabalhado, com uma bela talha dourada. O seu interior foi remodelado no séc. XVIII, tendo os seus altares rica talha dourada da época. Na porta da fachada principal, vê-se a inscrição seguinte: ANNO – MDCCC71. Na fachada principal lê-se a data 1748, esculpida em pedra. Na capela-mor, destaque para a imagem de S. João Baptista, padroeiro da freguesia, em madeira policromada do séc. XVIII.Nas duas naves, existem a capela do Senhor dos Aflitos e de Nossa Senhora da Conceição.

Casa Grande de Cedovim

A Casa Grande, é também conhecida por “Solar da família Teixeira de Aguilar”, que tem o nome de “Casa da Nossa Senhora da Conceição”. Ao centro da fachada principal do solar, vê-se o brasão com o escudo esquartelado;

Cruzeiro Alpendrado -Muxagata

Do século XVII, tem o capitel rematado por crucifixo com configuração de Cristo. Coroamento piramidal e gargulas de canhão

Castelo de Numão

O castelo de Numão, supõe-se, ser de origem muçulmana, todavia esta região foi habitada por povos que remontam à época dos lusitanos e posteriormente romanizada. A reconquista pelas forças cristãs deverá ter ocorrido por volta de 1055, passando a integrar o território português com a independência, declarada em 1139, por D. Afonso Henriques, que mandou reedificar o castelo, cujas obras se prolongam pelo reinado de D. Sancho I. Durante o século XVI, a povoação deslocou-se das imediações do castelo ficando este ao abandono, degradação que chegou até ao século XX, com torreões em muito mau estado e no interior um amontoados de pedras.

Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa

Os sítios de arte rupestre do Vale do Côa situam-se ao longo das margens do rio Côa, sobretudo no município (concelho) de Vila Nova de Foz Côa. Outros municípios abrangidos: Figueira de Castelo Rodrigo, Meda e Pinhel. Forma uma rara concentração de arte rupestre composta por gravuras em pedra datadas do Paleolítico Superior (22000 - 10000 a.C.), constituindo o mais antigo registo de actividade humana de gravação existente no mundo. O património mundial enriqueceu-se em 1994 com o achado do maior complexo de arte rupestre paleolítico ao ar livre conhecido até hoje. Há 20 000 anos, o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Côa, afluente do rio Douro, no nordeste de Portugal. Desde Agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa organiza visitas a alguns núcleos de gravuras. No vale do Côa existem centenas, talvez milhares de gravuras do período Paleolítico. O seu estudo está a ser realizado por uma equipa de arqueólogos coordenada por Mário Varela Gomes e António Martinho Baptista e demorará anos, talvez décadas. As gravuras têm como suporte superfícies verticais de xisto, com exposição preferencial a nascente. A dimensão das gravuras oscila entre 15 cm e 180 cm, embora predominem as de 40–50 cm de extensão. As técnicas de gravação usadas são a picotagem e o abrasão, que por vezes coexistem, com o abrasão regularizando a picotagem. Os traços são largos, embora sejam por vezes acompanhados de uma grande quantidade de finos traços, que serviram de esboço ou complementavam os anteriores. Noutros casos, estes traços finos desenham formas dificilmente perceptíveis. Existem também gravuras preenchidas com traços múltiplos. As gravuras representam essencialmente figuras animalistas, embora se conheça uma representação humana e outra abstracta. Em Março de 1995, ainda não se conheciam representações de signos, característicos da arte rupestre paleolítica. Os animais mais representados são os cavalos e os bovídeos (auroques). Exclusivos em certos núcleos, eles podem também coexistir com caprídeos e cervídeos. Os animais aparecem isolados ou em associação, constituindo autênticos painéis. As representações de animais podem sobrepor-se mais ou menos densamente, como podem também estar bem individualizadas.

Igreja Matriz de Almendra

Templo de três naves com uma capela-mor de planta quadrada, uma robusta torre sineira e um portal renascentista emoldurado por dois contrafortes na fachada. A capela-mor é abobadada e os medalhões estão decorados com cruzes. A porta principal é em arco pleno encimado por frontão angular e enquadrado por contrafortes. No interior, existem três naves com tramos divididos por arcos formeiros de volta perfeita. Destaque para o ... púlpito e para o retábulo do altar-mor em talha rococó

Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Côa

Monumento Nacional quinhentista, destaca-se pelo seu alçado frontal de feição gótico-manuelina. Na capela-mor encontra-se uma Pietá do século XVII e nas paredes laterais são visíveis várias pinturas, de artistas pertencentes à escola de Grão Vasco.

Miradouro de Arnozelo (Numão)

Há lugares que esmagam pela sua excelência, onde as palavras não conseguem dizer nada. Quem chega ao Arnozelo e dali se debruça sobre o Douro, que lhe fica à frente e ao fundo, abre desmesuradamente os olhos e fecha a boca inapelavelmente. Está perante um dos mais impressionantes cenários durienses, onde a beleza e o silêncio se encontraram para sempre. 

Castelo Velho

Trata-se de um lugar imponente, não apenas como "sítio arqueológico" mas também como miradouro. Neste espaço têm decorrido campanhas sucessivas de escavação, que já permitiram estudar a existência de um povoado dos III e II milénios A.C. (Idades do Cobre e do Bronze). Na opinião dos arqueólogos Prof. Drª Suzana Jorge e Dr. António Sá Coixão, ali tanto poderia ter havido um povoado fortificado ou ser apenas um sítio monumentalizado, questões que os investigadores têm vindo a colocar, por enquanto sem uma explicação cabal quanto às funções de tão ancestral símbolo da presença humana na região.