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Entrevista a Diana Santos

 

Directora Aquashow Park Hotel

 

P.T. – Portugal atravessa uma das maiores crises desde a sua existência como País democrático, diga-nos qual a sua opinião e no seu entender o que deverá ser feito para debelar esta situação?

D.S. - A situação é, de facto, preocupante. Mas, quando falo de crise, falo também sempre sobre a necessidade de apostar no empreendedorismo como um "antídoto" para ultrapassar a crise económica. O empreendedorismo é um dos poucos “remédios” de que Portugal dispõe para ultrapassar um período complicado da economia portuguesa. Por isso, é importante inverter a tendência, o que pressupõe uma atitude empreendedora enquanto forma de alterar o 'status quo' e criar novas realidades capazes de gerar crescimento.

P.T. – O sector do Turismo, especialmente no Algarve, local onde gere a sua unidade hoteleira, tem sofrido as consequências dessa crise? De que forma?

D.S. - Sinceramente, não temos sentido as consequências da crise. E isso é visível no número de visitantes que recebemos este ano meio milhão de visitantes, superior às entradas de 2010. Aliás, o Verão de 2011 foi muito bom. Talvez esta situação se justifique porque as pessoas, justamente devido à crise e aos dias menos bons que vivemos, procurem a diversão e animação para preencherem a sua vida. Por outro lado, em Junho, abrimos o nosso hotel, o primeiro, em Portugal, integrado num parque temático, que tem registado taxas de ocupação elevadas.

P.T. – Acha que nos dias de hoje as redes sociais e a internet são um meio para promover as empresas ligadas ao turismo?

D.S. - As redes sociais na Internet são um fenómeno que veio para ficar. As redes sociais deixaram de ser apenas um espaço para encontrar amigos e servem agora para comprar ou vender produtos, trocar contactos e experiências de trabalho, apresentar estratégias e oportunidades de negócio ou até mesmo promover o turismo.

Com a crescente utilização da Internet por parte do cidadão, nós próprios, enquanto agentes turísticos, percebemos que podemos estar mais perto dos nossos potenciais consumidores ao interagirmos directamente através de plataformas como o Facebook.

P.T. – O que sugere para promover ainda melhor essas mesmas empresas e em particular as unidades hoteleiras como o AquaShow Hotel?

D.S. - O mercado é cada vez mais complexo e competitivo. Há várias respostas, porque há também vários públicos. Se pensarmos num público empresarial, a mensagem que procuramos transmitir é a capacidade das salas de reunião, a sua funcionalidade, mas se completarmos a informação

com a informação sobre a piscina interior e o serviço de massagens e tratamentos de corpo/rosto, estamos a acrescentar mais-valias e que representa um ponto em comum a todos os mercados. Procuramos estar presentes em eventos com as entidades que fazem a divulgação turística. Temos tudo para sermos bem-sucedidos, mas há muito trabalho para fazer. Por outro lado, temos de saber identificar as tendências do mercado internacional e saber aqueles que estão mais abertos a Portugal.

P.T. – Os apoios autárquicos e estatais são cada vez mais escassos, o que tem de fazer um gerente de hotel para fazer face ás despesas enormes dum empreendimento como este e ainda as despesas de marketing inerentes a um projecto desta natureza?

D.S. - O sistema de custos de um hotel só se completa com a adequação de um plano financeiro definido à priori. No dia-a-dia, passa tudo pelo cumprimento desse plano

P.T. – Está a gostar desta experiência, como Directora do Hotel?

D.S. - Comecei a trabalhar aos 14 anos no Aquashow, quando o meu pai iniciou a exploração do parque. Fui vigilante, passei por todos os cargos e funções, desde a restauração, loja, bilheteira. Tudo começou quando vi os colaboradores das piscinas (vigilantes) a trabalharem e percebi que queria fazer o mesmo. Então, pedi ao meu pai para ser um deles. Desde então nunca mais parei e ser directora do hotel é a sequência normal deste processo e da minha carreira.

Uma das coisas que aprendi desde cedo é que somos todos iguais e tanto é importante um director como um colaborador, esteja ele em que função estiver. Para mim, o Aquashow é, sem dúvida, uma empresa diferente, pelo facto de ser familiar e também por tratarmos os colaboradores todos como tal.

P.T. – Quais as principais lacunas que ainda encontra hoje em dia no sector do turismo?

D.S. - O turismo tem uma importância verdadeiramente estratégica para a economia portuguesa, em virtude da sua capacidade em criar riqueza e emprego. E essa aposta tem de continuar. Estamos a fazer muito, mas ainda há muito por fazer: aumentar a oferta de qualidade, melhorar as acessibilidades, criar uma imagem mais forte junto dos clientes exigentes, facilitar o licenciamento e reduzir o peso da burocracia.